Glossário

O vocabulário da glosa, em linguagem clara

Glosa, recurso, prazo, TISS, TUSS, benchmark. Os termos que decidem quanta receita entra ou fica parada, explicados sem jargão e sem rodeio.

A gestão de receita em saúde tem um vocabulário próprio, e entender esses termos é o primeiro passo para enxergar onde a receita está sendo perdida. Reunimos os principais abaixo, em ordem alfabética, com uma definição útil para quem decide pelo resultado financeiro.

ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)

Agência reguladora dos planos de saúde no Brasil. Define regras do setor, padrões de troca de informação (como o TISS) e publica indicadores de mercado. Os dados da ANS servem de referência para comparar o desempenho de glosa de um prestador com a média do setor.

Benchmark de glosa

Taxa de glosa de referência do mercado, usada para comparação. Em vez de olhar só para o próprio histórico, o prestador compara a sua taxa de glosa com a média do setor (apurada a partir de dados públicos da ANS) e enxerga o quanto de receita está deixando na mesa em relação a quem opera bem.

Capital de giro

O dinheiro disponível para tocar a operação no dia a dia. Glosa e atraso de pagamento prendem capital de giro: a receita já foi produzida, mas ainda não entrou no caixa. Recuperar glosa e encurtar o ciclo de pagamento devolve fôlego de caixa ao prestador.

Conciliação de pagamento

A conferência, item a item, do que a operadora pagou contra o que foi cobrado, feita sobre o demonstrativo de pagamento. É ela que revela o pagamento a menor e a glosa que não foi declarada. Sem conciliação, a diferença entre o cobrado e o recebido se perde em silêncio — e o prazo de recurso corre sem ninguém saber.

Demonstrativo de pagamento

O documento que a operadora envia mostrando o que foi pago, o que foi glosado e por quê, em relação às guias enviadas. É a partir dele que o prestador descobre o motivo de cada glosa e decide o que recorrer.

Deferimento / indeferimento

O resultado do recurso. No deferimento, a operadora reconhece o pleito e libera o valor antes glosado. No indeferimento, a operadora mantém a glosa. O indeferimento pode, em muitos casos, ser questionado de novo com argumentação e documentação adicionais.

Faturamento em saúde

O processo de cobrar das operadoras pelos atendimentos prestados: registrar o que foi feito, montar as guias, enviar para a operadora e acompanhar o pagamento. É a etapa em que a receita produzida na assistência vira receita recebida.

Glosa

A recusa, total ou parcial, do pagamento de uma conta pela operadora de saúde. Na prática, é receita que o prestador produziu e que não entrou no caixa porque a operadora apontou um problema na cobrança. Pode ser revertida por recurso quando a glosa é indevida.

Glosa administrativa

Glosa por falha de processo, não de mérito clínico. Exemplos: guia preenchida com erro, documento faltando, prazo de envio estourado, código informado de forma incorreta. É o tipo de glosa mais evitável, porque depende de acerto no preenchimento e no envio.

Glosa linear

O corte que a operadora aplica por prática própria, sem ligação com erro do prestador: um percentual descontado do lote, ou uma remessa inteira devolvida por causa de um item, geralmente com motivo genérico. Difícil de prevenir; o caminho é o recurso caso a caso e a negociação do padrão com a operadora, com o histórico como argumento.

Glosa oculta

A receita que nunca chegou a ser cobrada: procedimento realizado que não virou item na conta, material usado e não lançado, valor abaixo da tabela contratada. Não aparece no demonstrativo porque não é uma negativa da operadora — só se revela na conferência da conta, antes do envio.

Glosa técnica

Glosa ligada ao mérito do que foi cobrado: a operadora questiona se o procedimento, o material ou a quantidade tinham cobertura ou justificativa. A reversão costuma exigir argumentação clínica e documentação que comprovem a pertinência do atendimento.

Guia

O documento que registra um atendimento para fins de cobrança da operadora (consulta, internação, SADT, entre outros). Reúne os dados do beneficiário, do prestador e dos procedimentos. Erro na guia é uma das causas mais comuns de glosa administrativa.

Operadora

A empresa que administra o plano de saúde e paga o prestador pelos atendimentos dos seus beneficiários. É quem analisa as contas enviadas, paga, glosa e julga os recursos. Cada operadora tem regras e prazos próprios.

Prazo de recurso

O período em que o prestador pode contestar uma glosa junto à operadora. Varia por operadora e por contrato. Passado o prazo, a glosa prescreve e a receita se perde de vez. Acompanhar prazos é decisivo: glosa boa para recorrer que vence sem recurso é dinheiro abandonado.

Prestador

Quem realiza o atendimento e cobra da operadora: hospital, clínica, laboratório, empresa de atenção domiciliar, profissional de saúde. Na relação de dados, o prestador é o controlador dos dados dos seus pacientes.

RCM (gestão de receita em saúde)

Do inglês Revenue Cycle Management, é a gestão do ciclo completo da receita: do atendimento ao recebimento. Engloba prevenir a glosa antes do envio, recuperar a receita negada e conciliar o que a operadora pagou com o que foi cobrado. É a categoria em que a Tael atua: gestão inteligente de receita em saúde.

Recurso de glosa

A contestação formal de uma glosa junto à operadora, pedindo a revisão da recusa de pagamento. Um bom recurso reúne a justificativa, os documentos e o argumento certos para o motivo da glosa, dentro do prazo. É como a receita indevidamente negada volta para o caixa.

TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar)

O padrão definido pela ANS para a troca eletrônica de informações entre prestadores e operadoras: guias, demonstrativos e recursos seguem esse formato. Padroniza como os dados de cobrança circulam no setor.

TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)

A tabela única de códigos usada para identificar procedimentos, materiais, medicamentos e taxas nas cobranças do setor. Informar o código TUSS correto é parte de evitar glosa: código trocado ou desatualizado é causa frequente de recusa.

Quanto da sua receita está parada em glosa?

Mostramos, sobre o seu próprio faturamento, onde a glosa drena receita e quanto a prevenção e a recuperação trazem de volta.

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